saber sabor solidão
sulco de vida humana numa cela urbana
em que eu me esvaio nas tentações...
sou nela um líquido parado disforme inativo trocado por vezes de vasilhame
posto em jarra despejado em cuba
que realmente não me cabem...
vazo mas sou recolocado.
faço parte do que não me incorpora porque sou subproduto do produto ‘maquinizado’ coisa ‘coisado’ de que não se quer mais...
velo a vela em meu bolo que não mais que um tolo irá festejar
e ‘inchocante’ é o absurdo mantido por mim e pelo mundo passado a limpo dia-a-dia num cenário de defunto...
por Henri
1 Comment:
um irmão responde...De fato, reconhecendo o subproduto do produto que sou para esse mundo de difuntos, digo...Os difuntos são o cumulo do antagonismo, eles "vivem" no desejo de ser a coisa que esse mundo "coisado" tanto almeija que eles eles se tornem negando a propria humanidade que tem, mas por mais que eles neguem, mesmo através de seus surtos coletivos que da fundamentos para essa realidade ainda está lá, e ( por enquanto, rs) unico modo de se livrar dela é através da morte, estamos em plena madrugada dos mortos vivos...
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