A nevasca repentina da manhã passada
na cidadezinha cafeinada
trouxe alívio para a viuvinha desaliviada.
Recusada e sentada coberta
à varandinha amadeirada
de sua descuidada casa.
A nevasca que parou a estação de trem,
fechou as vias municipais,
e as inter-municipais também,
desfolhou os galhos longe do outono,
despiou os extrovertidos passarinhos,
despejou o joão-de-barro,
cobriu todos os telhados,
gelou os corpos amanhecidos...
e até mesmo desviou a atenção
do pão ou do circo madrugados.
Só mesmo ela sentiu-se à vontade
em catástrofe tão catastrófica.
Só mesmo ela não se arrepiou
em sua cadeira de balanço torta.
Só ela reconheceu no nada
que sem par não há história!
por Henri
domingo, 23 de março de 2008
A viuvinha
Postado por Henri às 00:11 0 comentários
Subscribe to:
Postagens (Atom)