Quando o passo
antecede o outro,
o espaço torna-se moço
e os suspiros sopram
num êxtase perdido.
E as periferias de meus
olhares rabiscam-lhe a silhueta
esperando que comece a chover
e numa gota de chuva,
deitada em orvalho,
esteja você pronta
para ser desenhada
ao que a gota toque o chão.
E os passeios, em estalada,
tenham presença sua... expiro!
O som de meu calçado
a raspar no concreto da calçada
alterna-se ao ritmo extasiado
do coração em mente de si...
e me esqueço de que bate em mim.
E o passado
tem medo de não lhe agradar,
sentindo a necessidade
de fazê-la sorrir
para que a sua arte eu aspire, inspiro!
A confiança de mim mesmo
cai à sua desconhecida alma
estando eu a contemplar-lhe
a sedutora graça
na escravidão de minhas expectativas.
Momento incerto este
que degusto eu com a lentidão
que meus sentimentos precisam...
Na queda da folha morta,
cada movimento tem uma história.
A caminhada ainda é rápida demais
e eu me sinto culpado
de não resistir à agonia
de procurar-lhe nessas águas caídas,
imaginando a nuvem que lhe daria luz...
Por Henri
sábado, 8 de setembro de 2007
Antepasso
Postado por Henri às 17:06 1 comentários
domingo, 2 de setembro de 2007
Estatística social mutacionada no estado substancial de uma matéria urbano-civilizada
saber sabor solidão
sulco de vida humana numa cela urbana
em que eu me esvaio nas tentações...
sou nela um líquido parado disforme inativo trocado por vezes de vasilhame
posto em jarra despejado em cuba
que realmente não me cabem...
vazo mas sou recolocado.
faço parte do que não me incorpora porque sou subproduto do produto ‘maquinizado’ coisa ‘coisado’ de que não se quer mais...
velo a vela em meu bolo que não mais que um tolo irá festejar
e ‘inchocante’ é o absurdo mantido por mim e pelo mundo passado a limpo dia-a-dia num cenário de defunto...
por Henri
Postado por Henri às 23:56 1 comentários
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