O mundo é novo, e o mundo novo
só corriqueiramente novo, entretanto...
E retendo um outro:
O mundo velho é quase novo,
e o novo aparece velho...
Tudo tão exposto e... fugidio,
ido em destino comum exausto, desatino.
E as coisas se passam
como se fosse fora ou dentro.
Mas o mundo de cá é fora e dentro,
e o mundo de lá é dentro e fora.
Nunca há o que se esgote,
a manhã dessa sorte não é qualquer, ou morte!
Lugar da alma que não redunda,
muito menos rotunda sem sentido,
cogitabunda à consorte...
O que vê o olho? O que sente a pele?
O que beija o lábio? O que esmaece?
Ou permanece? E a ordem da cabeça?
Os caminhos da cognição profunda?
O significado e um toque, o significado
de um toque. Por sentimento e realidade.
Esse abstrato que corrói,
deixa o concreto revirado
nas margens de um rio que corre
e sai pra uma água não-molhada.
Vivida, porém. Suspirada. Espiralada.
Desesperada. Desesperadamente, sintática.
Nutrida dos bons anseios,
metida em horrendos temores,
mas sempre vivida... vivenciada, velada...
E vai! Pra uma totalidade torta.
E não se vive todos os instantes,
e de tudo se escolhe a experiência
e fica de um amante a esperança.
Toda viagem é de uma mente,
em olhares de aventurança,
tateando com sentido outro
a pluralidade das distâncias.
Enamorando o breve e o inconstante
no cerne de uma intensa eternidade,
em mundos interiores variando!
Por Henri
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O mundo é novo (ou da MENTALidade)
Postado por Henri às 10:55
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