sábado, 3 de maio de 2008

Poema de amor novo (ou de beira de igarapé)


Mãe d'Água já advertia estrepitosa
por lírica melódica e harmônica.
E mesmo já de popular e em prosa,
assaz a mim se ergueu lendária tônica.

Sussurrando irreal ao pé do ouvido,
beijando-me o lábio sem o tocá-lo;
Eis enveredante desconhecido!
Que é sereia tal Iara em aura e halo...

Sutil e solto golpe incendiário
que ao sujeito lhe põe sossego ao ato;
que o cora a ação em mote sujeitado.

Torpe de premissas e corolário...
num imaginário sonoro e lato
alumbrado por jeito sem passado.

por Henri

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