Vivemos conscientes,
de uma consciência banida
dos olhos da lógica programada.
Somos desconsciência dessa
nossa heteronomia criativa,
que só nos pode parecer
independentemente compromissada.
Está despedida
a vontade querida
pelos sujeitos de vai-vem vida.
E embolados estes num jogo de bem e mal
em que não existe
revezamento de estágios.
Já passam das horas vindouras.
As campanhas da sina
imperam a ordem bem-vinda
em que cacos não sobram
do esbarrão mais público, feito de
câmbio de feridas.
E há quem diga que tudo não passa
de vida em momentos,
resíduo de Carpe Diem
que só faz sobrar o bagaço
mais exaurido daquela origem.
Um resíduo também mutilante que
mutilando o olhar do sujeito
só deixa em pé um olho paralítico
sobre a etimologia da expressão.
Somos a inconsciência
provinda da consciência incerta e
despedaçados em gente molesta,
cancelados na impetuosidade atômica
ou em moléculas em crise crônica.
São as superfícies que aumentam
pela incapacidade, fraca, das interações.
E no barômetro, não assusta
que já se tenha perdido a escala.
E o termômetro, ora, na certeza de si,
em negativo indica nossa ebulição.
Pasmo do zero absoluto
não ser tão bem na física levado
quanto nessa confraternização.
por Henri
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Septilha poética da maquinação indesejada
Postado por Henri às 00:12
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